COVID-19 em São Paulo: O que os dados nos contam após o fim da emergência global? 

Estudo da Unifesp analisa a trajetória da pandemia em São Paulo e revela como a vacinação em massa reduziu as mortes semanais em 97%, transformando o cenário da saúde pública no estado

A pandemia de COVID-19, que teve início no começo de 2020, representou um dos maiores desafios de saúde pública da história recente, impactando sistemas de saúde globalmente e, de forma particularmente intensa, o estado de São Paulo, no Brasil. Reconhecido por sua vasta população e complexa dinâmica socioeconômica, São Paulo tornou-se um epicentro da doença, enfrentando picos de casos, hospitalizações e mortes que sobrecarregaram sua infraestrutura de saúde .

Em maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) para a COVID-19, um marco que sinalizou uma nova fase na luta contra o vírus. No entanto, essa declaração não significou o fim da pandemia, mas sim uma transição para um gerenciamento de longo prazo da doença. Diante desse cenário, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mergulhou nos dados epidemiológicos de São Paulo para entender a real situação da COVID-19 após essa mudança de status .

Para realizar essa análise abrangente, os pesquisadores adotaram uma abordagem descritiva e quantitativa, utilizando dados públicos do Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) de São Paulo, disponíveis na plataforma coronavirus.seade.gov.br e em repositórios do GitHub . O estudo focou em três períodos distintos, cuidadosamente selecionados para refletir as principais fases da pandemia no estado:

Os números coletados e analisados pelos pesquisadores da Unifesp revelam uma história clara sobre o poder da vacinação. A Tabela 1, extraída do estudo, ilustra a drástica redução nos casos, hospitalizações e mortes semanais ao longo dos três períodos: