No Dia Internacional da Mulher, o Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) celebra a dedicação, a inovação e a liderança de suas profissionais. Em um campo que se expande rapidamente, a presença feminina é fundamental para moldar o futuro da saúde digital, trazendo perspectivas diversas e soluções criativas para desafios complexos.
A relevância dessas trajetórias ganha ainda mais destaque quando analisamos o cenário nacional da ciência brasileira. Embora as mulheres alcancem a paridade em termos de formação, representando cerca de 50% dos ingressantes e concluintes na graduação e pós-graduação, elas compõem apenas 37% dos pesquisadores registrados no sistema CNPq. Esse fenômeno, conhecido como "efeito tesoura", revela uma queda proporcional da presença feminina à medida que a carreira avança para níveis de maior prestígio e liderança. Em áreas específicas, como a Medicina, as mulheres detêm 39% das bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), com uma concentração expressiva no nível 2 (62,5% das bolsistas), evidenciando as barreiras persistentes para o alcance do topo da hierarquia acadêmica, como os níveis 1A e cargos de alta decisão.
Conheça algumas das mulheres que fazem a diferença no DIS:
Aline Pimentel Vieira de Carvalho: Administradora e servidora pública na Unifesp desde 2006, atua no DIS com análise de dados em saúde e inovação no Laboratório de Criatividade, Empreendedorismo e Inovação em Saúde (LABDIS). Sua expertise em gestão e dados é importante para o desenvolvimento de projetos inovadores, demonstrando a importância da multidisciplinaridade na saúde digital.
Andréa Pereira Simões Pelogi
Mestre em Gestão e Informática em Saúde, atua como Design Instrucional, com foco em Educação a Distância (EAD) e Interface do Usuário. Atua também na manutenção do site do departamento.
Claudia Galindo Novoa
Professora Associada e Doutora, Claudia Galindo Novoa possui uma trajetória acadêmica notável, com graduação em Enfermagem, mestrado e doutorado em Informática em Saúde, e pós-doutorado em Radiodifusão Digital. Sua liderança acadêmica e pesquisa em sistemas de saúde são pilares para o avanço da área no DIS.
Francine Simões Rodrigues
Como secretária do Departamento de Informática em Saúde, Francine Simões Rodrigues desempenha um papel fundamental na gestão administrativa e no suporte diário às atividades do DIS. Sua dedicação garante o funcionamento eficiente do departamento, sendo um elo essencial para o sucesso de todas as iniciativas.
Juliete Melo Diniz
Professora do DIS, Juliete Melo Diniz é neurocirurgiã e radiocirurgiã, atuando tanto na graduação quanto na residência. Sua expertise em medicina de alta complexidade e tecnologia exemplifica a fusão entre a prática clínica e a inovação, inspirando novas gerações de profissionais.
Kelsy Catherina Nema Areco
Atua na elaboração de bancos de dados em saúde, estatística e aprendizado de máquina (Machine Learning). Suas pesquisas, que incluem estudos sobre violência contra a mulher e saúde pública, demonstram como a Informática em Saúde pode ser uma ferramenta poderosa para abordar questões sociais complexas e promover o bem-estar.
Linda Bernardes
Professora Afiliada, Coordenadora do LABDIS e da Liga de Inteligência Artificial na Saúde, Linda Bernardes é uma força motriz em inovação e startups. Sua atuação como mentora e líder no ecossistema de inovação impulsiona o desenvolvimento de soluções tecnológicas disruptivas para a saúde.
Lucia Uemura Sampaio
Administradora na Unifesp e membro da equipe técnica do LABDIS, Lucia Uemura Sampaio contribui significativamente na área de prototipagem e impressão 3D. Seu trabalho é essencial para a materialização de projetos inovadores, unindo gestão pública e suporte técnico à vanguarda da tecnologia em saúde.
Maria Elisabete Salvador
Professora Associada e Vice-chefe da Disciplina de Informática em Saúde, Maria Elisabete Salvador possui experiência em Saúde da Família e coordenação de cursos na UNA-SUS. Sua liderança é importante para fortalecer a atenção primária e a saúde coletiva, expandindo o acesso à educação em saúde.
Rita Maria Lino Tarcia
Professora Adjunta e Coordenadora Pedagógica, Rita Maria Lino Tarcia é especialista em Educação a Distância e tecnologias educacionais. Sua perspectiva sobre o papel da tecnologia na democratização do acesso ao conhecimento em saúde é importante para o desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras no DIS.
Figura: Nuvem de palavras composta pela descrição das pesquisadoras do DIS no currículo Lattes
A nuvem de palavras acima reflete a riqueza e a diversidade das áreas de atuação e pesquisa das mulheres do DIS. Termos como Saúde, Tecnologia, Informática, Inovação, Educação, Gestão, Dados e Pesquisa se destacam, evidenciando o impacto multifacetado de suas contribuições para a saúde digital e a sociedade.
[1] R. D. T. da Cunha, M. Dimenstein, and C. Dantas, “Desigualdades de gênero por área de conhecimento na ciência brasileira: panorama das bolsistas PQ/CNPq,” vol. 45, pp. 83–97, Nov. 2021, doi: 10.1590/0103-11042021E107.
[2] G. Olinto, “A inclusão das mulheres nas carreiras de ciência e tecnologia no Brasil,” vol. 5, no. 1, p. 1001, Jan. 2011.
[3] G. M. Keffer, Á. A. D. de Sousa, F. E. S. de Oliveira, M. J. da S. Magalhães, E. A. Oliveira, and H. M. Júnior, “Evaluation of Brazilian women’s participation in the CNPQ in the field of medical research,” Revista Brasileira de Educação Médica, doi: 10.1590/1981-5271v48.2-2023-0271.ing.
[4] “Androcentrism in the scientific field: Brazilian systems of graduate studies, science and technology as a case study,” Anais Da Academia Brasileira De Ciencias, vol. 95, no. 1, Jan. 2023, doi: 10.1590/0001-3765202320211629.
[5] C. Laurenti, L. S. de Jesus, L. N. Nogueira, S. C. de Sales, I. W. Risolia, and B. A. Strapasson, “Participação das mulheres em atividades acadêmico- científicas de Análise do Comportamento no Brasil,” vol. 27, no. 2, pp. 251–268, May 2019.