Pesquisa da EPM/Unifesp analisa regras globais de registro em telemedicina e neurologia
Estudo mapeia as regras globais para o registro de atendimentos em telemedicina e aponta critérios específicos para o cuidado de pacientes com AVC
Um estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) examinou as normas para o registro de consultas à distância em 52 países. O trabalho foca na documentação necessária para atendimentos em neurologia e casos de acidente vascular cerebral (AVC).
O artigo tem como autores os professores João Brainer Clares de Andrade (professor adjunto do DIS), Claudia Galindo Novoa (chefe do DIS/EPM), Ivan Torres Pisa (chefe da Disciplina de Informática em Saúde do DIS/EPM), Thiago S Carneiro (Department of Neurocritical Care, University of Florida, Gainesville, USA), Nathalia Souza de Oliveira (Universidade São Camilo), Carlos Eduardo Rodriguez (Universidade São Camilo) e George N Nunes Mendes (Department of Neurology, Centre Hospitalier de I’Universite de Montreal, Montreal, QC, Canada).
A pesquisa aponta que o registro detalhado das informações em saúde é a base para a segurança do paciente e do médico. Em consultas por vídeo, o profissional deve anotar dados como a identidade do paciente, o horário exato da conversa e os medicamentos utilizados. O estudo revela que quase todos os países analisados exigem esses itens básicos.
O atendimento neurológico por telemedicina apresenta pontos específicos. O exame físico realizado através de uma câmera possui limites para identificar alterações sutis, como tremores leves ou perda de sensibilidade. Por esse motivo, os autores destacam a necessidade de o médico registrar no prontuário eletrônico as limitações da tecnologia e as adaptações feitas durante a avaliação.