Professora do DIS/EPM integra equipe nacional que discute caminhos para o ensino da Saúde Digital no Brasil
Oficina realizada pela UNA-SUS e Fiocruz Brasília valida propostas de pesquisa nacional
A UNA-SUS e a Fiocruz Brasília realizaram, no dia 22 de setembro, a Oficina de Validação da Síntese e Proposições para o Ensino da Saúde Digital no Brasil — etapa final da pesquisa nacional "O Ensino da Saúde Digital no Brasil: Perspectivas e Desafios na Formação dos Profissionais de Saúde". Entre os integrantes da equipe de pesquisa está a Profa. Maria Elisabete Salvador, do Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).
O estudo é desenvolvido pela Fiocruz, pela UNA-SUS e por instituições parceiras — entre elas a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e a UNIFESP — com apoio da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS).
Realizado no formato de diálogo deliberativo, o encontro reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e representantes da formação em saúde para discutir as evidências produzidas pela pesquisa e as condições para a implementação das propostas.
"A pesquisa percorreu caminhos independentes e complementares, como a análise das bases oficiais de cursos de graduação e pós-graduação, o e-MEC e a Plataforma Sucupira; survey com gestores, pesquisadores e profissionais do SUS; e diálogos on-line e entrevistas com quem forma e com quem atua nos serviços de saúde", explica Débora Dupas, assessora da UNA-SUS e coordenadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul.
Durante a oficina, foram discutidas e validadas prioridades para a formação de estudantes e a qualificação de trabalhadores, gestores e pesquisadores em Saúde Digital.
A atuação da Profa. Maria Elisabete Salvador no estudo não é recente: ela é integrante do Grupo de Estudos sobre Ensino em Saúde Digital UNA-SUS/Fiocruz e coautora do artigo "Ensino em Saúde Digital: desafios formativos a partir da escuta qualificada de profissionais e educadores", publicado no Journal of Health Informatics (2026), que traduz os achados da pesquisa.
No artigo, o grupo aponta que os principais obstáculos à integração da Saúde Digital na formação são a infraestrutura limitada, a falta de interoperabilidade, a resistência gerencial, o letramento digital insuficiente e a falta de instâncias efetivas de governança. A pesquisa combinou webinários com 654 participantes e diálogos on-line com 612 inscritos, num esforço de escuta qualificada de gestores, trabalhadores, docentes e pesquisadores de todo o Brasil.
Segundo a professora e os demais autores, não basta entregar a tecnologia: é preciso ensinar como usá-la para melhorar o cuidado. Entre as recomendações estão a introdução de conteúdos de Saúde Digital ainda na graduação, a formação continuada ao longo da carreira, o investimento na capacitação de docentes e o uso crítico das tecnologias ao longo da jornada dos dados em saúde — considerando a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e a preocupação de que as soluções digitais não tornem o paciente invisível no processo de cuidado.
A conclusão do estudo reforça que a consolidação da Saúde Digital exige, para além da adoção de soluções digitais, a construção de cultura institucional orientada por processos formativos crítico-reflexivos, sustentada por mecanismos de governança qualificada e por políticas públicas de caráter intersetorial.
Ficha Técnica
Artigo relacionado: "Ensino em Saúde Digital: desafios formativos a partir da escuta qualificada de profissionais e educadores" — Journal of Health Informatics, 2026
Matéria de referência: UNA-SUS e Fiocruz Brasília discutem caminhos para o ensino da Saúde Digital no Brasil — 24/09/2026, Maíra Valério, Ascom SE/UNA-SUS
Autora da matéria: Andréa Pereira Simões Pelogi (DIS/EPM/Unifesp)
Revisão técnica: Maria Elisabete Salvador Graziosi (Docente do DIS/EPM)
Revisão institucional: Claudia Galindo Novoa (Chefe do DIS/EPM)
Data de Publicação: 28/09/2026
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