Desvendando os dados da saúde: como a tecnologia pode ajudar o SUS a cuidar melhor dos pacientes

Pesquisadores do DIS/EPM criam ferramenta para organizar e analisar milhões de informações do Sistema Único de Saúde

Imagine a quantidade gigantesca de informações geradas todos os dias no Sistema Único de Saúde (SUS): consultas, exames, internações, medicamentos. São milhões de dados que, se bem organizados e analisados, podem se transformar em um tesouro para melhorar a saúde dos brasileiros. No entanto, lidar com esse volume imenso de informações é um desafio complexo.

É exatamente para resolver esse problema que pesquisadores do Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) desenvolveram uma solução: um sistema automatizado capaz de coletar, organizar e preparar esses dados de forma eficiente e escalável. O estudo, publicado recentemente, foca especificamente nos dados de produção ambulatorial do SUS, que registram todas as consultas e procedimentos realizados sem internação hospitalar.

O SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, e a quantidade de dados que ele gera é proporcional à sua dimensão. O Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS), por exemplo, armazena detalhes sobre milhões de atendimentos. O problema é que esses dados vêm de diversas fontes, em formatos variados, e precisam ser padronizados e enriquecidos antes de poderem ser usados para análises que realmente ajudem na tomada de decisões. A infraestrutura computacional local muitas vezes não consegue dar conta desse processamento em larga escala.

A solução: Um

Pipeline” de dados inteligentes

A solução criada pelos pesquisadores é um “pipeline” de ETL (Extract, Transform, Load), que em português significa extração, transformação e carga. Pense nisso como uma esteira automatizada que pega os dados brutos do SUS, limpa, organiza e os prepara para serem usados em análises. Tudo isso acontece em uma arquitetura de computação em nuvem, o que significa que o sistema é flexível e pode lidar com um volume crescente de informações sem perder a eficiência.

Como Funciona?